Com quase duas horas de show no Trio da Diversidade, artista celebrou clássicos do gênero e quebrou recorde ao ser a primeira cantora a descer do trio para cantar junto ao público na história do evento.
A Avenida Beira-Mar foi palco de um momento histórico no último domingo, 28 de junho, durante a 25ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Fortaleza. Conhecida por sua trajetória de mais de duas décadas na música regional, a cantora e psicóloga Daniela Campelo participou do Trio da Diversidade em uma apresentação eletrizante, provando que o forró tradicional é uma linguagem universal de afeto, respeito e celebração.
Foram quase duas horas de um repertório minuciosamente preparado para exaltar a cultura nordestina. Daniela passeou por grandes clássicos da música, homenageando ícones como Amelinha, Rita de Cássia e Elba Ramalho, além de resgatar os principais sucessos que marcaram sua própria carreira nos palcos cearenses.
Para além da performance artística, a conexão de Daniela com o evento é profunda. Ativista e pesquisadora das estruturas de gênero na música, ela reforça que sua presença ali vai muito além do microfone.
“Fui imensamente feliz e grata. Estar presente nesse evento tão significativo foi um privilégio. Para além de artista, eu sou plateia, sou apoiadora e defensora dessas pautas. Luto junto com a comunidade”, destaca a cantora.
Momento histórico na Beira-Mar:
O público que lotou a orla testemunhou um evento marcado pela beleza, segurança e organização. Um dos grandes momentos, no entanto, ficou por conta de um gesto espontâneo de Daniela: a cantora desceu do Trio da Diversidade para quebrar as barreiras físicas e cantar diretamente no meio do povo, improvisando uma quadrilha, gerando uma onda de forte emoção.
Mais tarde, veio a confirmação do pioneirismo: a organização do evento informou à artista que, em 25 anos de história da Parada de Fortaleza, Daniela Campelo foi a primeira cantora a descer do trio para cantar com o público e improvisar uma quadrilha.
“Foi uma surpresa linda e inesquecível. O evento estava maravilhoso, uma verdadeira celebração do amor e da existência. Sentir o calor e a energia das pessoas ali, olho no olho, só reafirma o poder que o forró tem de abraçar e conectar as pessoas”, conclui a artista, que segue em circulação especial pela capital.

















