Brigitte Bardot morreu neste domingo, aos 91 anos, confirmou a instituição que ela criou e presidiu por décadas. A causa da morte não foi divulgada pela Fundação Brigitte Bardot.
A atriz se tornou um ícone mundial a partir da década de 1950, e sua imagem marcou gerações. Após abandonar os palcos, dedicou sua vida à proteção animal e fundou a entidade que leva seu nome.
O legado da artista inclui tanto filmes que definiram a cultura pop quanto ações de defesa animal que ganharam projeção internacional, conforme informação divulgada pela Fundação Brigitte Bardot.
Carreira e ascensão internacional
A carreira de Brigitte Bardot foi breve, mas intensa. O reconhecimento internacional veio em 1956, quando Bardot, com 22 anos, protagonizou o filme E Deus Criou a Mulher, dirigido por Roger Vadim. Embora tenha atuado entre 1952 e 1972, sua presença no cinema deixou marca duradoura.
Ao longo da carreira, Bardot participou de cerca de 50 filmes, também atuou como modelo e teve uma fase musical a partir de 1967. A atriz se tornou uma das artistas mais fotografadas e comentadas de sua geração.
Ativismo pelos animais e a Fundação Brigitte Bardot
Aos 39 anos, Brigitte Bardot decidiu abandonar a carreira no entretenimento para se dedicar integralmente à defesa dos animais, usando sua fama para pressionar autoridades e mobilizar a opinião pública. Um episódio simbólico ocorreu em 1977, quando viajou ao Ártico para chamar atenção à proteção de filhotes de foca.
Criada em 1986, a Fundação Brigitte Bardot se tornou referência internacional na proteção animal. Segundo a fundação, a entidade resgatou mais de 12 mil animais ao longo de quase quatro décadas em sua estrutura conhecida como Arca BB, atua em cerca de 70 países, mantém quatro abrigos, emprega aproximadamente 300 pessoas, e conta com centenas de voluntários e 40 mil doadores.
Relação com o Brasil e legado cultural
Brigitte Bardot construiu uma relação marcante com o Brasil. Em janeiro de 1964, desembarcou no Rio de Janeiro e, após uma passagem pela cidade, seguiu para Búzios, onde permaneceu por mais de três meses. A visita transformou a atriz em referência local, e uma estátua em sua homenagem virou ponto turístico em Búzios.
A fundação afirmou que Bardot sacrificou a própria carreira para se dedicar à causa animal, e que seu legado seguirá por meio das ações e campanhas conduzidas pela instituição. A entidade também manifestou condolências à família, a pessoas próximas, ao município de Saint-Tropez, e a todos que compartilham da luta pela proteção dos animais.
O legado em perspectiva
A morte de Brigitte Bardot marca o fim de uma vida que transitou entre o estrelato global e o ativismo comprometido. Sua imagem permanece na cultura do século 20, e suas ações em defesa dos animais, segundo a Fundação Brigitte Bardot, deixaram um legado institucional que continuará em atividade.

















